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A Associação dos Contabilistas São Carlos foi fundada em 11 de novembro de 1946, por José Botta, com o objetivo de unir os contabilistas para desenvolver os trabalhos da época, discutir leis e aplicação do trabalho. 

 Na década de 1970 as atividades foram intensificadas. “No início dos anos 70 as leis começaram a mudar muito e os contabilistas ficavam sem nenhuma assessoria, foi então que resolveram ativar a associação de uma forma mais contundente, fazendo reuniões, debates, trazendo palestrantes para falar de assuntos contábeis, e com isso ocorreu uma união maior da classe”, explica o diretor da Associação dos Contabilistas Sebastião Cavallaro.

No ano de 1977, foi criada a Lei Municipal nº 7.763/77, que instituiu o Prêmio Estanislau Kruszynski. Esse prêmio é a maior láurea da classe dos contabilistas na cidade,  de acordo com o diretor da Associação dos Contabilistas de São Carlos, Sebastião Cavallaro.

Estanislau Kruszynski foi contabilista em São Carlos , e através de seu trabalho nossa cidade foi considerada berço da contabilidade pública. “Foi Kruszynski que implantou na Prefeitura de São Carlos a contabilidade pública, e depois o país inteiro copiou daqui de nossa cidade”. Em 1978, foi realizada a primeira eleição e homenagem ao contabilista do ano, e quem recebeu o título foi José Carlos Arthur. “Esse é 34º ano que a associação elege seu homenageado, faz a sessão solene da Câmara e as festividades para o Contabilista do Ano, além de comemorar 65 anos de fundação.

Atualmente nossa associação conta com 150 associados e a diretoria está empenhada em oferecer mais serviços para seus membros.

Sede: Rua Jesuino de Arruda, 2888 – Centro - São Carlos – SP - CEP 13560-642  
Fone (16) 3413-7407 / 7408 / 7409  / 3372-2463 
email: acoscsc@terra.com.br
 
DIRETORIA
Triênio 2017-2019
 

 HISTÓRIAS DA CONTABILIDADE NO BRASIL

Nossa história é composta por diversas narrativas. Veja esta:

A Capital da Alta Tecnologia como é chamada a cidade de São Carlos no Estado de São Paulo, no final do Século 18 , era tida como uma das cidades mais prósperas e mais ricas do estado e se não do Brasil.
Essa fama percorreu por todo o Estado, com a rapidez da época pelos parcos meios de comunicação de então, e , para São Carlos vinham profissionais de todas as áreas em busca de bons empregos.
Hábeis profissionais da Contabilidade acorreram para as terras também das araucárias que tanto enfeitam o município e para cá fixaram suas residências.
Eram guarda-livros, formados na prática , pois naquele tempo não havia ensino comercial em nenhuma parte do País.
Na cidade de São Paulo a Escola de Comércio “Álvares Penteado” uma das primeiras ou quem sabe a primeira do Brasil, foi fundada no início do Século 19.

Conta José Mancini, contador e escritor que o Coronel Paulino Carlos de Arruda Botelho, empresário rural e político do município, contratou para professor de seus filhos, procedente de São Paulo, onde lecionava no Colégio Moretson, o Engenheiro Estanislau Kruszynski, estudioso de ciências econômicas e profundo conhecedor de Contabilidade.
Mas não se ateve Estanislau apenas aos seus deveres magistrais, diz Mancini. “ “também iniciou entre nós, a tarefa de formar técnicos em contabilidade agrícola, mercantil e industrial, criando um curso de contabilidade segundo os métodos e processos em uso na Itália, país onde estava mais adiantado e difundido o ensino comercial”.

O curso era rápido. Em um ano Estanislau ensinava as regras de todos os sistemas de escrituração e, especialmente do método das partidas dobradas e da personalização das contas denominadas “Logismografia”, sistema de contabilização cuja concepção é a de que existem duas contas fundamentais: a do proprietário e a de terceiros.
 
Sobre o curso de contabilidade de Estanislau além dos dados claramente enunciados pelo contador e escritor José Mancini, tive o privilégio de ouvir o testemunho há muitos anos do contador Leonel Tolentino, que fora aluno de Estanislau. Dizia-me Leonel que os melhores alunos do curso que era ministrado no período da manhã, passavam a ser seus funcionários no período da tarde em seu primeiro escritório de contabilidade de São Carlos que funcionava à Rua Marechal Deodoro, número 101.

Sobre o curso de contabilidade José Mancini pronunciou-se em seu livro intitulado “Estanislau Kruszynski” :São Carlos pode assim refanar-se de pioneira no ensino da Contabilidade pois, quando esses estudos estavam ainda numa fase incipiente em nosso País, aqui eram cultivados com carinho, graças ao trabalho e a dedicação desse mestre insuperável na formação de técnicos capacitados e que tanto iriam impor-se além das lides de nossa cidade.

Somente treze anos após a instalação do Curso de Contabilidade em São Carlos é que se deu a primeira publicação de obra didática (1897) “Curso de Escrituração Mercantil” de Antonio Tavares da Costa.

A Gazeta Comercial e Financeira, jornal carioca em 24/07/1897 assim se pronunciou a respeito da primeira publicação da obra didática: “...sobre a escrituração mercantil não existia obra propriamente didática, mas um montão de coisas preparadas e amassadas para guarda-livros...”.

Uma manifestação do Jornal do Comércio (de São Carlos) de 11/09/1897 sobre os trabalhos de Estanislau ficou assim: “ Do valor e da competência profissional de nosso biografado, nos dão testemunhos dois dos mais insignes cultores da Contabilidade: Carlos de Carvalho e David dos Santos que aqui, por anos residiram e trabalharam: aquele de 1890 a l905: este, de 1891 a 1893. Ambos conviveram e praticaram com Estanislau, abeberam-se nos ensinamentos técnicos e científicos da profissão e que se dedicavam e particularmente à logismografia e partida dobrada.”

“São Carlos, além de orgulhar-se de ter sido a pioneira do ensino da prática da contabilidade, deve ainda vangloriar-se de assitir-lhe o direito de reivindicar o título de precursora da implantação da Contabilidade pública no Brasil, sendo certo e incontestável que nesta cidade se estabelecia, pela primeira vez, de forma completa e definitiva, a Contabilidade pública pelo método das partidas dobradas, sistema logismográfico, desde que, a nossa Prefeitura Municipal foi a primeira no Brasil a inaugurar a sua Contabilidade patrimonial, financeira e orçamentária, com os respectivos sistemas de contas em bases técnicas, nos moldes da Contabilidade pública que se praticava na Itália.

E a organização da Contabilidade da Prefeitura Municipal de São Carlos foi delineada e orientada por Estanislau Kruszynski no ano de 1892 e por conseguinte, obra inteiramente sua. A execução, na prática, é que foi a cargo de Carlos de Carvalho que aqui exercia a profissão de guarda-livros e depois a de contador da Municipalidade Sãocarlense.

Em abono da verdade , e para fortalecer as minhas asserções , transcrevo das folhas 42/3 do “Almanaque de São Carlos” do ano de 1894, elaborado pelo emérito advogado e economista Dr. Cincinato Braga, ex-presidente do Banco do Brasil que exercia em São Carlos o cargo de Promotor Público e posteriormente deputado federal em várias legislaturas, as seguintes linhas:

“ Até fins de Setembro de 1892 não tinha a nossa Câmara escrituração feita de acordo com os preceitos da contabilidade mercantil. Até esse tempo eram apresentados mensalmente balancetes que davam tão somente conta da entrada e saída de dinheiro no correr de cada mês, sendo, conseqüentemente , impossível fazer-se idéias clara ou exata do movimento total da recebedoria.

Atendendo o grande desenvolvimento a que atingiu ultimamente esta repartição, o Dr.Eugênio de Andrada Egas, na qualidade de intendente, resolveu organizar aí Contabilidade apropriada, na qual se desse conta de todos os negócios públicos.

Foi nomeado, pois, guarda-livros dessa importantíssima repartição o Sr. Carlos de Carvalho, o qual, depois de haver prestado o devido compromisso, começou a escriturar os livros hoje ali existentes, seguindo o método de partidas dobradas, e apresentando mensalmente um balancete no qual figuram o Ativo e Passivo da Municipalidade e do qual se vê claramente a marcha dos negócios públicos, isto é, como se emprega o dinheiro do contribuinte.

Convém dizer que não havendo antes um método regular de escriturar os livros, o Sr. Carlos de Carvalho tomou como base um bom elaborado esquema apresentado pelo hábil contabilista Ten. Estanislau Kruszynski, o qual calculara a receita e despesa da Municipalidade no primeiro trimestre do exercício de 1892, adotando para esse importante e bem feito trabalho, o belo sistema de escrituração usada na Itália, nas repartições públicas e conhecido pelo nome de Legismografia de Cerboni, nome do seu inventor”.E ainda a esse propósito, o jornalista Afrânio de Vasconcelos publicava no jornal desta cidade “A Tarde” de 4/12/1943, um judicioso comentário e do qual extraímos os seguintes tópicos :

“...Como se vê , não foi propriamente Carlos de Carvalho, que tanto fez pelo Brasil em São Carlos, quem introduziu no País o moderno método de escrituração mercantil, mas Estanislau Kruszynski, falecido nesta cidade e um dos homens, mais cultos da época, talvez em todo Estado. No entanto é inegável que ao nome do grande contabilista de nossa Prefeitura se deve o trabalho de divulgação, pois foi ele quem, mais tarde, em missão especial, esteve na capital do Estado do Rio de Janeiro, para inaugurar a escrituração pública pelo método Kruszynski (SIC), dando o nome a esta cidade, a qual infelizmente o esqueceu , como ao seu inolvidável mestre Estanislau Kruszynski, ao ponto de hoje, ninguém se lembrar, com orgulho patriótico de que São Carlos é a pátria da Contabilidade moderna nesta parte do novo mundo”.

“O tão notável cometimento da introdução do método das partidas dobradas e da logismografia na Municipalidade Sãocarlense, teve profunda repercussão e despertou o interesse do governo do Estado que, em fins de 1905, escolheu Carlos de Carvalho, que nessa época exercia aqui, também, as funções de coletor das rendas estaduais, para proceder a realização a reforma da escrituração do Tesouro do Estado, que era praticado por processos antiquados de registro de contas, e na qual foi então introduzida a contabilidade patrimonial, financeira e orçamentária, com o novo sistema de contas.

O êxito da Contabilidade do Estado transpôs as fronteiras de São Paulo e os demais Estados começaram adotar igual sistema de escrituração, de que São Paulo se havia tornado paradigma, pois com o escopo de o conhecer e estudar, para ali convergiam comissões de funcionários de outros Estados.

Considerando-se o exposto, penso ser desnecessário perder tempo com argumentos e pesquisas para concluir-se que a projeção de Carlos de Carvalho, que mais tarde se tornou um hábil provecto tratadista em assuntos de Contabilidade, teve também a sua origem em São Carlos, pois que a Contabilidade do Tesouro do Estado, fruto direto da Contabilidade da Municipalidade Sãocarlense, é que lhe adveio a celebridade que correu o Brasil e toda a América do Sul, por obra e graças de Estanislau Kruszynski.

Com o intuito, ainda, de melhor esclarecer e comprovar as afirmações do que aqui fora o berço da verdadeira Contabilidade, assentada em bases técnicas, é forçoso observar que a idéia de elaboração de um código de Contabilidade pública constou do relatório apresentado pelo Ministro da Fazenda Bernardino de Campos em 1897. Em 1903 o Ministro da Fazenda confiou ao Procurador fiscal do Tesouro Nacional, Dr Didimo Agápito da Veiga a codificação dos preceitos da Contabilidade. Antes disso, o Ministro Murtinho, no ano de 1900 estabelecera que a escrituração do Tesouro devia ser feito pelo método das partidas dobradas. Não obstante, o método das partidas dobradas somente logrou entrar definitivamente nas praxes da Contabilidade da nação, depois que o Ministro Da Fazenda Dr. Rivadávia Corrêa, iniciou com energia a remodelação da Contabilidade pública no Brasil, que culminou com a criação da “Contadoria Central da República”, no ano de 1922.

Os livros da Contabilidade, balanço e relatórios da Câmara Municipal, estabelecimentos industriais e bancários Sãocarlenses anteriores ao ano de 1895, são a fonte mais rica e preciosa para demonstrar como aqui, em anos tão distantes, já se praticavam de forma adiantada o estado e aplicação completa das partidas dobradas e da “Logismografia”. E aqueles livros são ainda, elementos valiosos que indicam a pujança econômica do nosso município e sintetizam a atividade econômica do povo de São Carlos, naqueles tempos.’
 


                                                
Pintura à óleo de Estanislau Kruszynski feita por Carlos Honório M. de Oliveira

Com este trabalho estou oferecendo mais alguns dados da História da Contabilidade do Brasil.
Carlos Honorio Martins de Oliveira
Bibliografia

Mancini , José “Estanislau Kruszynski” livro de 1978 , editado pela Editora, Indústria e Comércio Gráfico “O Expresso” sob os auspícios da Associação dos Contabilistas de São Carlos , em comemoração ao Dia do Contabilista, 25 de Abril.
 
(Texto cedido por Marmo Contabilidade)